27 de novembro de 2008

Em uma pensão

Sofrer antecipadamente é algo que sei fazer.
Eu vou chorar. Não sei se será antes, ou será depois, ou será no abraço.
Às vezes paro de prestar atenção no que elas dizem, fico olhando nos olhos de cada uma e pensando como serão meus dias sem elas.
Acompanhei nesses anos cada passo delas, vi cada uma sentindo saudade, dor, alegria, euforia, raiva...e agora eu não vou mais acompanhar de perto, não vou estar perto quando elas conquistarem o auge da carreira, não estarei perto quando chorarem de emoção ao realizar um sonho ou assistir um filme.
Quero sim estar perto sempre que puder, quero saber o que se passa mesmo de longe, quero nunca esquecer cada momento, cada palavra, cada expressão.
Eu tinha medo da convivência até conhecê-las. Agora tenho medo da distância.
Pronto, chorei. Eu deixo elas ficarem longe de mim porque desejo o melhor, sempre o melhor. Eu vou ficar por aqui mesmo torcendo e vivendo tudo que me ensinaram.

10 comentários:

Tatiana disse...

Não sei do que vai acontecer agora nos "finalmentes", mas se fosse eu iria embora da casa, depois que elas partissem... A sensação de vazio é enorme, pq é como se vc tivesse ficado para trás. E conviver com lembranças palpáveis é terrível. Isso é coisa para quem curte ter cemitérios na cabeça. Chore, chore mesmo. Eu ainda não cansei...

Graci Polak disse...

Há um ano eu fazia minhas malas e deixava uma vida para trás. Chorei muito, mas cheguei à minha nova velha vida sorrindo.

Sofri muito neste último ano, somente pela ausência daquelas pessoas que fizeram tudo valer a pena. Hoje, em horário comercial, eu passeio sozinha e uso meu cotidiano para lembrar de cada uma delas e suas particularidades. Dá saudade, dá vontade de voltar no tempo, de aproveitar cada abraço e tempo jogado fora. Mas o tempo não volta e o jeito é criar novas formas de convivência. Viva a internet!
E viva o final de semana! Amanhã vou para Guarapuava, rever meu pessoalzinho e matar um pouco da saudade.

Adorei o texto (tanto que escrevi outro, rsrs)!!
Boa sorte para vc, pq não é fácil. Não mesmo!

Camila Belini disse...

Eu juro que teria chorado se a thaisa nao tivesse me dado uma cabeçada....acho que perdi alguns neuronios!
Despedidas pra mim sempre foram situações faceis de lidar... pensava mais nas coisas e pessoas novas que iria conhecer... acho q talvez achasse que as pessoas pudessem ser substituidas... pela primeira vez ( isso é sério!) estou com medo de dar adeus... penso no meu futuro circulo de amizades e como ele nunca chegara perto do antigo... penso nas conversas mornas e sem graça que terei que encarar... aiii posso levar vcs na mala ??? tenho certeza que até vai sobrar espaço!!
Ah!! eu amo vcs!!

layuny disse...

Aiii Mi, acho q mesmo me esforçando, não consigo imaginar o tamanho da angústia de vcs....pois mesmo de longe, eu tbm sinto q elas me farão falta. Única coisa q posso fazer, é agradecer a Deus por vc estar ficando.

Neto disse...

q lindooo ^^

CamilaRufine disse...

É... eu também estou nessa de 'bye, baby, bye bye'... mas resolvi usar da minha fama de má pra disfarçar. Ou, pelo menos, não pensar no assunto. O fato é que foi foda manter a fama de má lendo o texto. Quase, mas quaaaase desabei.
Estou pensando em ler o Parafusos só quando estiver sozinha. ;)

K.C disse...

ei x)

gostei do blog por aqui também x)
mesmo.

Dom disse...

Dulcinéia
(ventoonde.blogspot.com):

Despedidas são despedidas.
O fim para algumas coisas o começo para outras.

Srtª Amora disse...

eu corto os laços antes... e só percebi isso agora aos 22 anos. Andei notando que sempre, antes da despedida, eu me afasto, finjo que não ligo. e acabo sofrendo menos. O ruim da coisa é que fico com a fama de "quem não se importa".

enfim, bom recomeço.
bjok.

Tarini disse...

Aii Mi q triste...
Eu fiquei ai em gorpa só 6 meses e quase morri qdo tive q vim embora Larga todo povo, tds os amigos..
Imagino vc 4 anos...
Eu nem quero pensa qdo for a minha vez olha q nem entrei na facul ainda e ja to morrendo antecipada!!
hehe
Força miga!!