28 de novembro de 2012

Vamos falar de esmaltes?


Gente! As mulheres tão aderindo umas modas muito estranhas! O que está acontecendo? Juro que não sou muito machista, mas de uma hora para outra elas resolveram amar luta livre (que pelo que me disseram, não é livre mais, mesmo parecendo muito livre), elas assistem e comentam sobre um tal de UFC, que para mim era Universidade Federal do C#... Sei lá de onde. Sério! Que medo.
Como se não bastasse gostar de luta, elas decidiram que não é estranho ler livro erótico em público. E o pior: Ter muito orgulho de mostrar que está lendo o livro. Confesso que não entendia esse fenômeno e resolvi baixar na internet e ler o primeiro capítulo. Somente o primeiro capítulo foi o suficiente para eu apagar e arquivo e me perguntar novamente: “O que Diabos está acontecendo com essas mulheres?”
O livro é mal escrito, a personagem principal é boba e submissa. Sem falar na putaria, com o perdão da palavra, não tem absolutamente nada de romântico naquilo. E sim! Todas adoram e leem em qualquer lugar, leem no trabalho, leem no metrô, leem assistindo UFC. Nessa hora eu imagino a junção disso tudo e desejo cinquenta tons de roxo no olho de quem escreveu o Best Seller.

21 de novembro de 2012

Aquela dos quase 30


Aos 13 anos, eu ainda brincava de boneca e minha maior preocupação era: “Ai, meu Deus do céu, as pessoas crescem e param de brincar de boneca, como elas conseguem? É tão divertido, eu nunca vou conseguir parar e todos vão rir de mim. Minha vida já era”. Percebi que era um drama desnecessário após um ano, quando simplesmente deixei de gostar das Barbies falsificadas e pensei: “Nunca mais farei drama”. Minutos depois eu inventei um amor platônico e minha maior preocupação era: “Ai, meu Deus do céu, eu vou amar esse menino até morrer e ele nunca vai corresponder, vou ficar velhinha sofrendo por ele, minha vida já era”. Percebi que era um drama desnecessário após um tempo quando eu simplesmente esqueci o amor platônico e pensei: “Nunca mais”. Minutos depois eu lembrei de que já era hora de deixar de gostar da Sandy e minha maior preocupação no momento foi: “Ai, meu Deus do céu, eu amo a Sandy, um dia serei uma mulher de 30 anos que ainda gosta da Sandy, minha vida já era.” E aqui estou eu, com quase 30 anos. Alguns dramas são reais.