Apesar de sentir dor em cada centímetro do meu pequeno corpo, me sinto bem mais musculosa que ontem, e para a informação daqueles que apostaram que eu desistiria no primeiro dia, saibam que estou disposta a ir mais uma vez naquela academia, templo da beleza, antro da tortura.
Eu não sei como tem mocinhas que se embelezam para ir paquerar os gatinhos bombados da academia, eu prefiro que eles não me enxerguem naqueles aparelhos que deixam meu glúteo em evidência ou servem como treinamento para o dia em que eu trouxer uma criança ao mundo. Sinto vergonha.
Sinto vergonha também daquela vovó, minha vizinha de bicicleta ergométrica, a frágil senhora atingia cerca de 50 Km/h, enquanto a jovem aqui não chegava nos vinte. Ninguém vai me obrigar a ir na academia quando eu me aposentar, até minha cadeira de balanço será automática, eu não pretendo trabalhar a vida inteira e depois fazer esforço para dar embalo.
- Vovó, eu vou fazer academia.
- Não, querida, faça plásticas.