28 de março de 2017

O certo é ficar quietinho

Eu tenho pavor da discussão "biscoito ou bolacha", o livro Preconceito Linguístico me ensinou que nossa língua é muito mais rica e flexível que nossa cabeça dura.
Enquanto você tenta convencer alguém que seu jeitinho perfeito de falar é melhor, uma dupla sertaneja está concentradíssima em um brainstorm para criação de mais uma letra incrível.
Fazendo rimas imprevisíveis como dois/arroiz ou então "sei não se vou sofrer/ gostei demais docê". Ou ainda a melhor que ouvi no rádio nessa semana: "Passou mel na boca dela, só pa pa pa pa pa papá ela."
Uma coisa eu garanto: eu nunca vou, sequer, olhar estranho pra quem disser biscoito, só porque aprendi a falar bolacha. Mas tem uma coisa que não posso prometer: achar que sua capacidade intelectual não será comprometida se o que você ouve é, basicamente, sertanejo universitário.
Porque eu sou pre pre pre pre preconceituosa.

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