18 de janeiro de 2013

Mata a alma e envenena


Minha equipe de trabalho é formada por duas integrantes do sexo feminino e dois do sexo masculino. Eventualmente surgem disputas entre os gêneros.
É uma luta diária que eu e minha companheira de profissão enfrentamos para provar que a classe feminina é mais forte, mais inteligente e preparada para substituir qualquer espaço antes ocupado por homens.
Os dois indivíduos, um pouco prepotentes, criaram um teste para ser aplicado durante acontecimentos diários e eis que estamos perdendo, injustamente, eu diria.
O primeiro foi no posto de gasolina. Uma moça bonita e simpática veio atender. Antes disso um dos rivais na disputa disse: “Será que essa moça sabe olhar o motor? Se ela souber é ponto pra vocês, se não souber é ponto pra nós”. Sorri em silêncio e fiquei tranquila, afinal ela trabalhava no posto, por que não saberia?
A moça chegou lindamente, respondeu que olharia sim o motor e se dirigiu à frente do carro. Fez cara de força, abriu o capô com firmeza, olhou para todo aquele artefato mecânico, e gritou: “Socorro, Marcelo, vem me ajudar!”.  O tal Marcelo veio e tudo ficou bem, só não ficou bem a nossa situação, a nossa cara de tacho, a nossa pontuação.
Depois disso ganhamos um pontinho aqui, outro ali, mas eles continuam na frente. Você, leitora indignada com esse placar machista, não se preocupe, até agora eles tiveram sorte. Coitados, nem imaginam o plano que temos para derrotá-los.

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